×

Alvaro lidera oposição ao governo no Senado

Reeleito com a melhor votação no pleito de 2014 – foi a escolha de 77% dos eleitores do Paraná -, Alvaro Dias (PSDB) é o novo líder da oposição ao Senado Federal. O parlamentar adianta que a bancada dará ênfase ao papel fiscalizador e que deve batalhar para instalar as comissões de inquérito da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES).

Na Câmara Federal, o Paraná também tem representação de destaque, com dois deputados na Mesa Diretora eleita anteontem. Fernando Giacobo (PR) é o segundo vice-presidente e Alex Canziani (PTB) é o quarto secretário.

Alvaro, na verdade, assume uma função que já exercia informalmente. O senador era um dos principais críticos do governo do PT, com posicionamento mais ferrenho até que o adotado por Aécio Neves (PSDB-MG), que perdeu a disputa presidencial para Dilma Rousseff em outubro passado.

A bancada de oposição, que passa a ser a nomenclatura oficial ao invés de “minoria”, é composta pelos 11 senadores tucanos e pelos cinco do DEM. Entretanto, ele acredita que pode se expandir com a adesão de partidos como o Solidariedade (SD), o PPS e o PSB.

Além do papel de fiscalização, a oposição deve cobrar as reformas prometidas por Dilma durante a campanha, como a reforma política, a reforma tributária e o sistema federativo, entre outras medidas já concretizadas por medidas provisórias, como as que provocaram aumento de impostos. “A oposição tem que frear esse apetite arrecadatório do governo, que tenta transferir a crise, filha da incompetência administrativa, para a sociedade, que é vítima dela”, afirmou.

Apesar de reconhecer que são minoria na Casa, o tucano considera que a oposição se renovou e ficou mais qualificada após a última eleição. Alvaro passa a ter nomes experientes ao seu lado, como, por exemplo, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) – que venceu a disputa com Eduardo Suplicy, três vezes senador.

Na Câmara Federal

Representantes do Paraná na Mesa Diretora da Câmara Federal, Canziani e Giacobo afirmam que devem utilizar o prestígio político que os cargos conferem para fomentar o debate de questões benéficas para o Paraná e para o Brasil junto ao Executivo e no próprio Legislativo.

Na segunda vice-presidência, Giacobo ficará responsável, entre outras atividades, por manter o elo com os legislativos estaduais e municipais. “Vou conseguir aproximar mais o Paraná do processo legislativo nacional”, afirma, garantindo que trabalhará por questões “benéficas” para todo o País. Responsável pelas moradias funcionais dos deputados, Canziani afirma que a quarta secretaria permite maior participação do Paraná nas discussões relevantes dentro da Mesa Diretora.

Os dois paranaenses se posicionam contrariamente a um perfil da Mesa Diretora que possa se caracterizar como oposição ao governo federal, já que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) venceu o candidato do Planalto para a presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Canziani acredita que é “tempo de serenidade neste ano complicado”. “Houve um erro de avaliação do governo ao tentar levantar um candidato, mas agora deve fazer uma autocrítica e se reaproximar de suas bases”, avalia. Já Giacobo afirma que cargos na Mesa são administrativos. “Nada tem a ver com o posicionamento do deputado”, explica.

 

Fonte: Folha de Londrina

Post recentes