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Empresário precisa ter foco e saber para onde quer ir

_MG_4455 A história de vida de Jussier Ramalho faz dele um dos conferencistas mais requisitados no Brasil

A palestra magna da XXV Convenção Anual da FACIAP foi feita a quatro mãos na noite de quarta-feira (25), no Recanto Cataratas Thermas, Resort & Comvention, em Foz do Iguaçu. O presidente do Sicoob Unicoob, Jefferson Nogaroli, e o conferencista Jussier Ramalho, falaram da importância de o empresário ter foco e de saber para onde quer ir para, mesmo na crise, crescer e gerar oportunidades e desenvolvimento.

Nogaroli afirmou que o Brasil enfrenta a sua mais dura e difícil crise desde 1929, quando o mundo capitalista foi severamente abalado pela quebra da bolsa de valores de Nova York. Ele citou que o poder público no Brasil, além de não produzir e consumir demais (incompetente e perdulário), ainda distribui e emprega mal o dinheiro do contribuinte. Para enfrentar isso, um dos caminhos é criar ferramentas de fiscalização e de controle, a exemplo dos observatórios sociais. Constituídos a partir de 2006 de um projeto pioneiro de Maringá, hoje os observatórios estão em 105 cidades de 19 estados. A função dele é ajudar a fiscalizar licitações e compras públicas e contribuir para que prefeituras e outras instâncias públicas façam economia e sejam mais eficientes.

O governo, afirmou Jefferson, atua na tentativa de criar saídas para as dificuldades, entretanto não reúne condições nem tem a força suficiente para isso. Assim, cabe ao empresário e ao líder encontrar respostas e promover parcerias com a esfera pública que possam recolocar o País nos trilhos. Nogaroli citou o Sicoob Unicoob como exemplo da capacidade empreendedora e da força da cooperação empresarial. De uma única agência e cinco funcionários há 14 anos, hoje a cooperativa de crédito tem 238 agências e dá emprego a 3,2 mil colaboradores. O valor administrado chega aos R$ 4 bilhões. “Dobramos de tamanho a cada dois anos”, afirmou. E o próximo desafio é criar um banco de fomento que empreste dinheiro barato a quem quer empreender e gerar riquezas.

 Diferença

De dono de banca de revistas em Natal para um dos mais bem-sucedidos conferencistas brasileiros. Jussier Ramalho contou, na abertura da Convenção da FACIAP, um pouco de sua trajetória e das ideias que teve e colocou em prática para prosperar. O caminho para ampliar as chances de dar certo, afirmou, está em trabalhar e estudar muito, gostar e entender de gente. A infância pobre trouxe a determinação como uma das características mais visíveis da personalidade de Jussier. Mas, além disso, garantiu, liderar é preciso e agir é decisivo.

O que mais sobrecarrega as pessoas, incluindo os empresários, é o que se deixa de fazer. O foco é determinante, ressaltou Jussier, permitindo um retorno a uma das falas de Nogaroli, que lembrou o pensador Sêneca, que afirmou: “Não há vento bom para quem não sabe para onde quer ir”. Do alto de sua liderança intuitiva, Jussier afirmou que reciclar objetos é fácil, difícil é mudar a cabeça das pessoas. “O melhor segredo para contratar bem não está em currículos fartos e impressionantes, mas em dar oportunidade a quem sorri e sabe sorrir”. Vender mais tem íntima relação com reinventar a forma de fazer negócios e de abordar os clientes, conhecendo, entendendo e atendendo as suas necessidades.

Jussier afirmou que o produto até pode ser o mesmo que o da concorrência, mas que a abordagem e a forma de vendê-lo deve ser diferente. O líder, seguiu ele, é aquele que conquista o colaborador e que faz com que ele esteja ao seu lado. “O mundo mudou, as pessoas mudaram e suas demandas também. Por isso, é importante que o empresário entenda esse movimento e se adapte a ele. E não há nada melhor do que tentar fazer diferente para vencer. Só vence quem tem atitude, afirmou Jussier, para decretar: “Liderar é a arte de fazer seguidores e vender é a arte de servir”.

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