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Entidades se unem contra fechamento de usina de xisto

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Representantes do setor produtivo do Estadodo Paraná, em destaque a FACIAP – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná e a Coordenadoria Regional Cacesul, se reuniram com o governador Beto Richa para discutiro possível fechamento da Unidade de Industrialização do Xisto da Petrobras no município de São Mateus do Sul.

Segundo o representante da Cacesul, Wilceu Kotrich, já existe um histórico de encerramento da unidade, que trouxe inúmeros prejuízos ao município e à população no final da década de 1980. “Na época, a situação foi revertida, mas se isso ocorrer novamente o seu efeito será devastador. A empresa gera milhões de empregos em São Mateus do Sul, portanto toda a economia do município seria prejudicada”, afirmou.

Com a atual situação financeira da Petrobrás, a companhia estaria estudando o fechamento de algumas unidades no país. A unidade de xisto da Petrobrás gera mil empregos diretos e três mil indiretos. Outro impacto do fechamento seria na arrecadação municipal e estadual. Atualmente, a unidade recolhe aproximadamente R$ 98 milhões em impostos e royalties. Desse total, R$ 20 milhões ficam em São Mateus do Sul, e R$ 60 milhões são repassados ao Governo do Paraná. 

O governo estadual garantiu que dará todo o apoio necessário para evitar o possível fechamento do local. “A manutenção dessa unidade terá o apoio integral e irrestrito do nosso governo, que entende que o fechamento da mineradora traria reflexos nocivos para economia e geração de empregos no município”, disse Richa. O governador afirmou que convocará a bancada federal e pedirá uma audiência com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, para conversar sobre o tema. 

Desde 1972, a Petrobras extrai petróleo e gás do xisto betuminoso na formação Irati, em São Mateus do Sul, pela subsidiária Petrosix. A produção é de aproximadamente 7,8 mil barris de petróleo de xisto por dia. O xisto betuminoso é uma rocha rica em material orgânico. Em suas camadas, é possível encontrar óleo semelhante ao derivado do petróleo. 

Com a possível saída da usina do município, a previsão é que 10 mil pessoas saiam da cidade a procura de emprego em outras regiões. O impacto atingiria diretamente o comércio da região, já que esses trabalhadores representam a população com a maior renda de São Mateus do Sul.

 

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