Uma obra para o futuro da ACIA

Além de trazer desenvolvimento para a cidade de Apucarana e melhorias para o suporte ao associado, o Centro Empresarial garantirá uma nova fonte de renda para a Associação Comercial.

Perspectiva arquitetônica do lobby de entrada da ACIA: mais próxima do associado.

Um projeto importante para o futuro da ACIA – Associação Comercial e Empresarial de Apucarana. Essa é a avaliação do presidente Wanderlei Faganello, sobre a construção do novo Centro Empresarial. Ele explica que além dos inúmeros benefícios para a cidade e para os associados, o novo prédio comercial, irá ampliar as receitas da entidade.

“Teremos uma receita importante com a locação de salas comerciais que fazem parte da contrapartida na permuta do terreno e também 70 vagas de garagem no moderno sistema de estacionamento rotativo, frutos de uma importante negociação que conduzimos”, ressalta Faganello.

Esses recursos, segundo o presidente, vão auxiliar no desenvolvimento de novos produtos e serviços que irão somar aos já ofertados, como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e demais convênios.

Além da receita extra, a instalação da ACIA no térreo do edifício facilitará o acesso a todos.

“Hoje, estamos no décimo quinto andar, em uma área de 240 m². Na nova sede, estaremos mais acessíveis. O térreo irá proporcionar maior visibilidade, facilidade e amplo acesso, o que fará com que o associado e a comunidade estejam sempre presentes”, afirma o presidente.

Ao todo a ACIA terá 5 mil metros quadrados. Além da sede administrativa, o grande diferencial será o auditório com capacidade para 210 lugares e o estacionamento rotativo com 70 vagas para a ACIA.

“O auditório foi pensado de maneira modulada, além dos eventos, será possível realizar capacitações e treinamentos. E o projeto conta ainda com mais de 250 vagas de estacionamento, que funcionarão no sistema rotativo. Assim, vamos criar um grande ambiente para networking e negócios em nossa Casa”, afirma.

O Centro Empresarial ACIA é um investimento de mais de 80 milhões de reais.

“Serão mais de 31 mil metros quadrados de área construída, 08 elevadores para atender as 175 salas comerciais. Em pouco tempo o empreendimento se tornará a maior referência comercial da região, marcando a história do município”, aponta Faganello.

Desde 2019, quando ainda era vice-presidente na gestão de Jayme Leonel, Faganello fazia visitas técnicas para ver qual o modelo ideal de investimento. Após visita na Associação Comercial de Foz do Iguaçu (ACIFI), o presidente teve certeza do melhor modelo de condomínio comercial.

Wanderlei Faganello, presidente da ACIA, afirma que o Centro Empresarial trará melhorias no atendimento ao associado e garantirá novas receitas para a associação.

Para garantir os interesses da entidade, o presidente Wanderlei Faganello participa ativamente das reuniões da SPE.

“A cada 15 dias estamos presentes defendendo os interesses da ACIA, que é um dos principais investidores da obra. E também para ajudar na tomada de decisões que favoreça a construção do Centro Empresarial”, diz Faganello.

E foi nas reuniões da diretoria da SPE, que o presidente solicitou modificações importantes no projeto em execução.

“Sugerimos trocar o modelo tradicional de estacionamento pelo rotativo, pois é um grande atrativo comercial. As negociações da troca do terreno não foram fáceis, tivemos vários embates, mas ao final, além da área da nova sede e das salas comerciais, conseguimos ainda mais 70 vagas rotativas exclusivas”, comemora Faganello.

E foi nas reuniões da diretoria da SPE, que o presidente solicitou modificações importantes no projeto em execução.

“Sugerimos trocar o modelo tradicional de estacionamento pelo rotativo, pois é um grande atrativo comercial. As negociações da troca do terreno não foram fáceis, tivemos vários embates, mas ao final, além da área da nova sede e das salas comerciais, conseguimos ainda mais 70 vagas rotativas exclusivas”, comemora Faganello.

Na elaboração do contrato o presidente Faganello colocou algumas cláusulas pétreas para garantir o futuro da ACIA.

“As salas comerciais devem ser internas e não voltadas para a rua. O objetivo é atrair entidades ou negócios relacionados com o propósito da entidade, como Sebrae, Sala do Empreendedor, Sindicatos e etc”, diz.

E para garantir que o Centro Empresarial ACIA seja entregue na data prevista, Faganello sugeriu a contratação de uma auditoria externa.

“É um engenheiro que nos respalda se tudo está caminhando dentro do previsto, resguardando a construção civil, a segurança com relação aos custos e organização do empreendimento”, conclui Faganello.

Uma grande visão do futuro

Uma oportunidade de negócio. Foi com essa mentalidade que a diretoria da ACIA decidiu comprar em 1987 o terreno entre as ruas Guarapuava e Irmã Eleutéria, no centro da cidade. Na época, a associação tinha como presidente o empresário Armando Boscardin, que decidiu em conjunto com os demais diretores pelo investimento.

Terreno de 2.520 metros quadrados foi adquirido à vista pela associação.

Documento de compra e venda do terreno entre as ruas Irmã Eleutéria e Guarapuava.

O objetivo era a aquisição do terreno localizado em uma área estratégica na cidade e, com calma, decidir pelo melhor uso. Já havia naquele momento a intenção de construir uma nova sede, uma vez que as instalações do Edifício Palácio do Comércio, já não comportavam mais a demanda de atendimentos dos serviços prestados naquela época.

Ônibus da Viação Garcia que fazia a rota Londrina-Apucarana entre os anos 1950 e 1960.

A área adquirida soma 2.520 metros quadrados, distribuídas nas datas de terras de números 08, 09, 10 e 11 na quadra número 54, como mostra o documento de compra e venda de 20 de junho de 1987, registrado no 1º Ofício de Registro de Imóveis de Apucarana. Os terrenos pertenciam à Viação Garcia Ltda e eram usados como base pela pioneira empresa de transporte de passageiros do Norte do Paraná. O local funcionava como garagem e também como oficina mecânica para os ônibus da Viação Garcia que transportavam os passageiros pelas estradas empoeiradas da região.

A ACIA pagou com recursos do seu próprio caixa, em valores da época, 2 milhões e 320 mil cruzados novos.

Projetos anteriores

Adquirido pela ACIA em 1987, o terreno abrigava a primeira garagem da Viação Garcia em Apucarana.

Várias tentativas foram feitas para se chegar no Centro Empresarial ACIA.

De 1987 até os dias de hoje muitos anos se passaram e até chegar no formato que fosse consenso entre os empresários, algumas propostas foram apresentadas. A primeira delas foi na gestão do presidente Ricardo Amaral (2001–2005), onde se discutiu a construção de um prédio residencial.

“Não foi adiante porque queríamos algo que desse retorno para Apucarana. Um prédio residencial, após a comercialização dos apartamentos, não cumpriria com nosso objetivo”, pondera Amaral.

Em 2008, na presidência da Sra. Maria Isabel Lopes (2005-2009), ventilou-se a ideia de construir no terreno apenas a nova sede da ACIA. Um projeto arquitetônico de dois pavimentos foi elaborado, mas em consenso na época decidiu-se que era preciso investir em algo que desse retorno para a sociedade.

Outra tentativa da gestão da presidente Maria Isabel Lopes foi da construção de uma unidade do Hotel Bourbon. Inicialmente a ACIA teria uma sede própria no térreo. Este projeto teve boa aceitação pelos associados, tanto que as negociações avançaram até 2010. Porém, após avaliação dos detalhes do modelo de negócio, chegou-se à conclusão que não seria tão vantajoso como se pensava inicialmente.

Após o projeto do hotel, a ACIA realizou nova assembleia geral extraordinária em 18 de dezembro 2015, para debater o assunto e alinhar as novas estratégias. Ficou definido nesta reunião que o terreno receberia um empreendimento imobiliário, com salas comerciais e vagas de garagem, sendo que o térreo seria reservado à sede da ACIA.

A decisão, tomada durante a gestão de Junior Serea na presidência da ACIA (2013-2017), representou o embrião do Centro Empresarial. No entanto, o percurso ainda foi longo até a elaboração do atual projeto.

Ainda na gestão de Serea foi discutido um primeiro esboço do prédio.

“O formato ideal para o uso do terreno se mostrou um edifício comercial. É uma necessidade latente em Apucarana, que necessita de um empreendimento deste porte. E a ACIA mais uma vez atua como agente de desenvolvimento de Apucarana ao lutar por este objetivo”, diz Serea.

Finalmente o consenso pelo prédio

Jayme Leonel foi um dos defensores da construção de um centro comercial moderno.

Na segunda gestão do presidente da ACIA, Jayme Leonel (2017-2021) houve um novo impulso em relação a construção de um prédio comercial. Em 2018, apresentou um modelo arquitetônico e de engenharia da empresa apucaranense, IDA Construtora.

“Montamos um pool de imobiliárias associadas e o projeto chegou a ser aprovado na Prefeitura, no entanto, por conta de alguns impeditivos, a construção acabou não acontecendo”, lembra Jayme Leonel.

Esse empreendimento previa 18 andares, com investimento inicial previsto de R$ 35 milhões e área construída de 25 mil metros quadrados. Dos 18 andares do edifício comercial, os três primeiros seriam destinados a vagas de estacionamento, o térreo seria ocupado pela sede da ACIA. Com até 89 metros quadrados de área privativa, seriam 63 salas com duas vagas de garagem e 72 salas com uma vaga de garagem.

O centro empresarial previa portaria 24 horas e monitoramento por câmeras, sistema de controle inteligente de acesso (credenciamento de visitantes), 57 vagas de garagem rotativas para clientes, gerador de energia para áreas comuns, café bistrô, auditório para 187 pessoas e agência bancária no espaço térreo, além de um moderno sistema de prevenção e combate a incêndio.

Na época, Jayme Leonel lembra que outro projeto de centro empresarial era discutido em Apucarana, o Centro Corporativo (Centrocorp), que seria construído anexo ao Shopping Centronorte.

“A cidade não comportava os dois projetos na época”, observa. Por isso, os dois empreendimentos acabaram não avançando.

Mesmo assim, a ACIA continuou fazendo reuniões até que houve um entendimento de retomar o projeto do prédio comercial, porém, com outro formato.

“Ficou latente a ideia de construir e procuramos novamente a Construtora Ida e centralizamos dessa vez a comercialização em duas imobiliárias, a Sanches Imóveis e a Ceriani Craveiro Imóveis”, comenta, citando ainda que o projeto ficaria a cargo do arquiteto Leonardo Britici.

Leonel destaca que entre as mudanças do formato estava que o projeto ficaria nas mãos de empresas associadas, 100% apucaranenses e que a construção seria feita na modalidade de condomínio a preço de custo.

“Foi uma decisão da ACIA, a permuta do terreno e a procura por investidores para uma obra a preço de custo. Para isso, seria necessário ter um número mínimo de salas vendidas para garantir o início da obra”, diz Leonel.

Nome da associação garante sucesso de vendas

Projeto de fachada Centro Empresaraial ACIA.

O Centro Empresarial ACIA terá 28 pavimentos, mais de 250 vagas de garagem no sistema rotativo, sendo que algumas unidades contarão com carregamento para veículos elétricos. Serão oito modernos elevadores, controlados por inteligência artificial, que monitora o fluxo de chamadas. Outro ponto forte é o sistema de segurança: a portaria será 24 horas, com reconhecimento facial, um sistema moderno de câmeras e o acesso exclusivo dos condôminos para as suas salas. O térreo contará com uma recepção majestosa, com um pé direito de mais de 06 metros, além da nova sede da ACIA, com suas instalações, o auditório para 210 pessoas e uma área para a instalação de uma cafeteria.

Atribuir o nome ACIA ao prédio foi um fator que auxiliou no processo de vendas.

“Em pouco tempo de lançamento conseguimos comercializar 70% das salas, o que possibilitou a criação da SPE e o início da construção” aponta Leonel.

Segundo Jayme Leonel, o novo Centro Empresarial será uma referência para Apucarana, assim como o Palácio do Comércio e a Catedral Nossa Senhora de Lourdes.

“Finalmente faremos uso do terreno, mas dentro daquele espírito que as diretorias da ACIA sempre defenderam: de ser um centro gerador de movimentação financeira e comercial para Apucarana. Será um prédio para uso da comunidade, com a ACIA reforçando o seu papel de propulsor do desenvolvimento de Apucarana”, completa.

Sociedade de Propósito Específico é responsável pela obra

Sociedade de Propósito Específico reunida durante aprovação do projeto arquitetônico final.

A Sociedade de Propósito Específico (SPE) foi criada em março de 2022 para gerir a construção do Centro Empresarial da ACIA.

Tendo como presidente o empresário Jayme Leonel, a organização empresarial tem CNPJ próprio e realiza reuniões periódicas para discutir o andamento da obra, o setor financeiro e contábil, detalhes técnicos, vendas, entre outros assuntos. Uma vez por ano é realizada uma assembleia para aprovar as contas.

Autor: Jian – ACIA Apucarana

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