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Faciap divulga nota de repúdio por aprovação no Senado de fundo de campanha

A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) divulgou uma nota de repúdio pela aprovação no Senado Federal do Projeto de Lei do Senado 206/2017, que cria o Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
Segundo a nota, a federação é contra a criação de “uma reserva bilionária do orçamento federal (no mínimo R$ 1,7 bilhão) para financiamento de campanhas eleitorais em um país que alcançou a marca de 14 milhões de desempregados, em que todo o sistema social é precário e em que empresas fecham as portas todos os dias em razão da alta carga tributária”.
Além disso, a Faciap entende que o empresariado não pode mais sofrer as consequências da crise econômica “instalada no país pela ingerência pública”. E que, independentemente de ideologia, partido ou unidade federativa, deve “prevalecer a ética e o bom senso na forma como as questões de interesse público são decididas em nosso parlamento”.

Leia a nota na íntegra:

A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (FACIAP), entidade cinquentenária, com representatividade da classe empresarial brasileira em mais de 295 municípios do Estado do Paraná e com 60 mil empresas associadas, REPUDIA a aprovação no Senado Federal do Projeto de Lei do Senado 206/2017, que cria o Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Pelas seguintes razões:
1) Diverge esta federação da aprovação de uma reserva bilionária do orçamento federal (no mínimo R$ 1,7 bilhão) para financiamento de campanhas eleitorais em um país que alcançou a marca de 14 milhões de desempregados, em que todo o sistema social é precário e em que empresas fecham as portas todos os dias em razão da alta carga tributária;
2) Atualmente, o montante do orçamento federal disponibilizado para obras e projetos necessários em benefício da população já é inferior. Não é crível que nossos senadores, representantes dos estados, sejam capazes de, ainda assim, destinar a esse fundo 30% desses recursos, o que equivale a R$ 1,3 bilhão estimado para 2018.
Nós empresários, principais contribuintes do Estado, não suportamos mais sofrer as consequências da crise econômica instalada no país pela ingerência pública. Independentemente de ideologia, partido ou unidade federativa, entendemos que deva prevalecer a ética e o bom senso na forma como as questões de interesse público são decididas em nosso parlamento.

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