×

Observatório é melhor a ferramenta para mudar o Brasil

IMG_2077

Uma experiência pioneira criada em 2006 em Maringá é o melhor caminho que a sociedade tem para, gradualmente, melhorar o Brasil. A opinião é do presidente do Observatório Social dos Campos Gerais, Ney da Nóbrega Ribas, um mediadores de painel sobre o tema apresentado na manhã desta sexta-feira na XXV Convenção Anual da FACIAP, a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná, no Recanto Cataratas Thermas, Resort & Convention, em Foz do Iguaçu.

Embora um instrumento transformador, o Observatório Social não tem no homem ou no ente público o seu maior foco de resistência. “Ele está nas próprias entidades e nas pessoas que poderiam e deveriam compô-lo”, diz Ney. A superação desse obstáculo, na opinião dele, ocorrerá naturalmente com os anos, com o amadurecimento cultural das mudanças que o movimento se propõe a oferecer às comunidades brasileiras. Nove anos depois, são 105 os observatórios em atividade em 19 estados. E há outros 96 em instalação.

O painel informou sobre o que é, como funciona, metodologia e benefícios que o Observatório Social traz. O trabalho todo, que é conduzido por pessoas da comunidade sem qualquer vínculo com a política-partidária, tem por base quatro eixos: gestão pública, educação fiscal, ambiente de negócios e transparência. No aspecto associado à gestão pública, Ney informa que a atuação consiste em acompanhar e fiscalizar licitações públicas – da compra à entrega.

É justamente nas licitações onde residem os maiores vícios e problemas no desperdício de grandes somas do dinheiro público e ainda está a corrupção, tanto de entes públicos, servidores como dos próprios fornecedores. Conforme Ney, 10% são erros formais, 30% decorrem da pouca capacitação dos funcionários públicos e 50% dos problemas que derivam da atuação, do interesse, da ganância e do oportunismo dos fornecedores. A improbidade administrativa é responsável por 20% das falhas verificadas nas licitações públicas. “Por isso, é tão importante que a sociedade participe, colabore a ajude a combater erros e vícios das licitações”, conforme Ney.

 

Foto: Kiko Sierich

Post recentes