Com a queda no saldo de empregos formais nos últimos 5 anos, Maringá tem acompanhado uma tendência mundial de transformação de empregados em prestadores de serviço. O município fechou 2010 com saldo de 8.855 posto de trabalho com carteira assinada , número que ao final de 2014 chegou a 2.420, o pior saldo em 12 anos, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Enquanto isso, com o surgimento da figura do Microempreendedor Individual (MEI) em 2009, tem crescido anualmente a quantidade de autônomos que se formalizam e também de pessoas que saem do emprego almejando a estabilidade por conta própria. Em 2010, Maringá tinha 1.294 MEIs. No ano passado, os prestadores de serviço formalizados eram 8.979, quantia que chegou a 9.098 até ontem, segundo dados do Portal do Microempreendedor, do governo federal. “Por conta do custo que envolve manter um funcionário muitas empresas têm optado por contratar mão de obra terceirizada, para serviços específicos. É uma tendência mundial”, afirma o economista Joilson Dias.
Segundo ele, com a criação do MEI, tornou-se possível garantias sociais aos trabalhadores autônomos que historicamente atuavam na informalidade e, com isso, foi criada a possibilidade aumentar os ganhos deste tipo de trabalhador.
Este é o caso da artesã Gleice Nazaré de Oliveira Rocha, 32 anos. Ela pediu demissão do emprego em um hotel e, em junho de 2014, passou a ser uma microempreendedora individual. “Eu percebi que poderia ganhar mais trabalhando em casa do que no emprego que eu tinha.”
Gleice montou um ateliê no fundo de casa e vende enxovais e artesanatos pela internet. A formalização, inclusive, permitiu fazer vendas no cartão. “No começo a burocracia é um pouco complicada, mas o Sebrae presta uma ótima assistência. Agora, estou planejando comprar uma máquina bordadeira para aumentar o faturamento”, explica.
Para o consultor do Sebrae em Maringá, Gustavo Shikawa, o MEI trouxe maior qualidade de vida aos profissionais autônomos, com a garantia de benefícios sociais e contribuição para aposentadoria – neste caso, limitada a um salário-mínimo. “O fato de ter nota fiscal também permitiu ampliar as possibilidades de negócios, podendo prestar serviço até mesmo para órgãos públicos”, afirma.
Assistência
Inaugurada na segunda-feira, a Sala do Empreendedor, localizada no prédio da Prefeitura de Maringá, recebeu a visita de 180 MEI´s nos dois primeiros dias de atendimento. No local, empreendedores recebem toda assistência gratuita para gerir o negócio e ainda podem se capacitar participando de oficinas.
Fonte: O Diário do Norte do Paraná