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BR-277 é única totalmente paranaense

A BR-277 é a rodovia de maior extensão do Paraná. Com 730 quilômetros, é eminentemente paranaense, pois começa e acaba em território do Estado, cruzando 30 municípios em seis regiões. Por isso — e outras — é também conhecida como a Grande Estrada do Estado. Inaugurada em 1969, completa 46 anos neste mês.

A 277 corta o Paraná de Leste para Oeste — o seu quilômetro zero se encontra na entrada de Paranaguá, e acaba na Ponte da Amizade no quilômetro 730, em Foz do Iguaçu, na divisa com Cidade de Leste, no Paraguai. É a principal — senão a única — rodovia federal que começa e acaba dentro do Paraná.

“Existem outras BRs assim no Estado, mas são todas de pequenos trechos que dão continuidade a rodovias maiores, como a BR-469, que dá acesso às Cataratas do Iguaçu, dentro do Parque Nacional. Então, grande como a BR-277, não existem outras no Paraná”, explica o chefe da comunicação social da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná, Wilson Martinez.

Não bastasse essa singularidade, ainda é a rota que une os dois principais destinos paranaenses. No setor produtivo o Porto de Paranaguá é o segundo em movimentação de cargas no País. No turismo — no outro extremo da rodovia —, Foz do Iguaçu também é o segundo destino turístico brasileiro. Isso sem contar que cruza importantes regiões produtivas no Estado, incluindo aí a Capital.

Ainda que não existam dados oficiais, estimativas apontam que pela BR-277 circule entre 30% a 40% das riquezas do Paraná. “Esta rodovia é estratégica para o Estado. Boa parte da produção de grãos — em torno de 40% da soja — e da produção de aves tem como destino da região Oeste em direção ao Porto de Paranaguá”, diz o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

“É a mais importante de nossas rodovias. Ela é essencial, fundamental”, diz o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Setcepar), Gilberto Cantú. “E principalmente pela sua importância, é que pedimos melhorias para ela”, completa.

Movimento

O gigantismo da BR-277 também pode ser medido pelo movimento. Só no trecho entre Guarapuava e Foz do Iguaçu — concessão da Ecocataratas — passaram pelas suas cinco praças de pedágio quase 1,3 milhão de veículos por mês em 2014. Só de caminhões foram 3,49 milhões nos últimos três anos.

No trecho entre Curitiba e Paranaguá, a Concessionária Ecovia já viu passar mais de mais de 6,6 milhões de veículos por ano, sendo que 35% deste movimento era de transporte de cargas.

Mercosul

Além de cortar o Paraná, a rodovia é vital também para o País porque faz a interligação natural do Mercosul — pois dá acesso à Argentina e ao Paraguai — e ainda distribui o movimento para outras rodovias federais importantes, como a BR-369, que liga ao sul de São Paulo, a BRs 376 e 476, que trazem o tráfego do Sul do País, Mato Grosso e sul de São Paulo, e a BR-116, que chega da Capital paulista.

“Por isto, o atual governo antecipou obras de duas concessionárias para melhorar a rodovia, com a construção de alguns trechos de duplicações e terceiras faixas. Desta maneira se traz mais segurança e agilidade no escoamento da produção”, diz Richa Filho.

 

Fonte: Bem Paraná

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