
A história do desenvolvimento brasileiro tem em sua base uma força muitas vezes silenciosa, mas essencial: o associativismo, esse modelo de organização social que une, representa e fortalece empresas, empreendedores e comunidades em torno de objetivos comuns. É com grande entusiasmo que compartilhamos uma conquista que coroa essa trajetória: foi apresentado, no dia 3 de julho de 2025, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 3245/2025, que institui o Dia Nacional do Associativismo, a ser celebrado no dia 15 de julho.
O projeto, articulado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e apresentado pelo deputado Joaquim Passarinho (PL/PA), atende a um pleito legítimo da classe empresarial. A Faciap, ao lado da Federaminas, por meio de sua coordenadoria Caciopar, contribuiu ativamente para a construção desta proposta, que simboliza mais do que uma data comemorativa: trata-se de um reconhecimento institucional ao papel transformador das associações comerciais e empresariais no Brasil.
A escolha do dia 15 de julho remete à fundação da Associação Comercial da Bahia, em 1811, marco inicial do sistema associativista organizado no país e na América Latina. Desde então, o associativismo empresarial brasileiro expandiu-se de forma notável, alcançando mais de 2 mil municípios, fortalecendo a economia local, promovendo a cidadania empresarial e contribuindo com políticas públicas que melhoram a vida das pessoas.
Cultura baseada na cooperação
Criar o Dia Nacional do Associativismo é dar visibilidade a uma cultura baseada na cooperação, na responsabilidade coletiva e na construção de soluções conjuntas. É reconhecer que, num país de dimensões continentais como o Brasil, o progresso se faz com união e não com isolamento.
Essa data será um marco anual para reflexão, mobilização e engajamento, permitindo que as associações de todo o país celebrem sua história, compartilhem boas práticas e projetem o futuro. Será também uma oportunidade para estimular ações educativas, institucionais e de conscientização sobre o impacto do associativismo no fortalecimento das empresas, na geração de empregos e na defesa de um ambiente de negócios mais justo e participativo.
Não é feriado
Importante frisar: a proposta não cria feriado, nem implica custos adicionais para o poder público. Ao contrário, gera valor simbólico e institucional. Valor que se converte em inspiração, fortalecimento institucional e estímulo à continuidade dessa missão de construir pontes entre empresas, pessoas e o desenvolvimento sustentável. E lembre-se: onde há associativismo, há cooperação.
E onde há cooperação, há futuro.
* Flávio Furlan, presidente da Faciap