Artigo exclusivo Gazeta do Povo
O País vive o pior momento da pandemia da Covid-19. Nós todos vivemos o pior período desta pandemia. Quando nos deparamos com o número de vidas perdidas, de pessoas contaminadas e empresas falidas, chegamos a uma conclusão triste e dolorosa: todos nós falhamos.
Olhar para trás e rever o negacionismo de autoridades diante de um vírus letal, que já havia feito milhares de vítimas mundo afora é desumano.
Lembrar que a articulação para a aquisição de vacinas ocorria com tanto desdém e de forma tão tardia é revoltante.
Pensar na guerra política que ocupava cada vez mais o lugar das articulações estratégicas verídicas para o combate à doença é lamentável.
Acompanhar o recorde diário de mortes no Brasil pelo coronavírus é devastador e inaceitável.
Somar o número de empresas que fecharam suas portas para nunca mais abrir é tão triste e preocupante como pensar na quantidade de pessoas que perderam seus empregos e deixaram de colaborar com o sustento de suas famílias.
Nesta luta contra a Covid-19, erramos, e erramos juntos.
Na falta de empatia e respeito pela dor do próximo, fosse ela pela saúde de um ente querido ou a saúde de uma empresa que levara anos para ser construída, deixamos de lado um protocolo essencial – a união.
Se chegamos até aqui, é porque todos nós temos responsabilidade. Políticos, entidades, empresários e população. Cada um de nós carrega um pouco do peso de sermos considerados hoje o país que pior gerenciou a pandemia de Covid-19 no mundo.
Mas onde existe energia e força de vontade, há também esperança. E a corrida contra o tempo desafia a todos nós na busca por empatia e equilíbrio para a tomada de decisões verdadeiramente eficientes.
Lutemos pela vida, das pessoas e da economia, de maneira sábia e sensata. A vacina continua a ser a maior dose de esperança para vencermos a guerra. Enquanto isso, que sejamos realmente capazes de nos unir para mudar de uma vez por todas essa triste história que há mais de um ano assola o nosso país.
Fernando Moraes
Empresário e presidente da Federação da Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap)
Artigo publicado origninalmente no jornal GAZETA DO POVO