O crime de fraude de documentos, em que criminosos utilizam o CPF das vítimas para emitir cartões de crédito ou fazer compras de alto valor, também pode ocorrer em empresas. A diferença é que em vez de o CPF ser usado para transações indevidas, é o CNPJ que é fraudado.
Todos os dias, inúmeras empresas em todo o estado são vítimas de fraudadores que usam o nome da organização para gerar protestos, bloqueios, cancelamentos de notas fiscais, perda de clientes e fornecedores. Em casos mais sérios, as fraudes podem comprometer inclusive a saúde financeira das empresas que são vítimas do crime.
Há fraudes em que o CNPJ de empresas idôneas são usados para acobertar operações ilegais. Também há casos de emissão de CNPJ válido com o objetivo de obter créditos perante a bancos e administradoras de créditos, antecipação de recebíveis e compras.
Por isso, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) criou o ‘SPC Avisa’, que monitora o CPF e CNPJ, alertando clientes e empresários sobre negativação, alterações e consultas realizadas por empresas nesses documentos, e também anotações de CCF, Cheque Lojista e protestos.
O consumidor e o empresário recebem alertas diários, via e-mail ou mensagem pelo celular, sempre que o documento for consultado, por exemplo, em vendas a prazo, abertura de empresa e inclusão ou exclusão em cadastros de inadimplentes. Não sendo reconhecida a transação, o dono do documento pode interferir no processo antes que a fraude se confirme. Também é possível se antecipar aos fraudadores, informando fornecedores e outros parceiros comerciais a respeito do problema no CNPJ, evitando a concretização da ação criminosa.
“Utilizando este serviço, o empresário consegue evitar surpresas desagradáveis como ter suas compras negadas por um fornecedor ou a própria suspensão do CNPJ”, diz Claudenir Machado, vice-presidente para setor de crédito da Faciap, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná.
Mais informações pelo site www.faciap.org.br
