A conferencista Maria Moraes Robinson, reconhecida internacionalmente pelos seus saberes nas áreas de estratégia, gestão de mudança e sustentabilidade, abriu o programa de palestras desta quinta-feira da XXV Convenção Anual da FACIAP, no Recanto Cataratas Thermas e Resort, em Foz do Iguaçu. Para um público de cerca de mil pessoas, formado por empresários e líderes de setores produtivos, Maria informou sobre o erro, a tentativa e a gestão da mudança e seus impactos na vida das pessoas, das empresas e da comunidade.
Um dos passos centrais do debate, conforme Maria, é de como lidar com o erro. E tudo depende de como interpretá-lo e de como pode ser útil para avanços. O erro está associado à tentativa, e ela é indispensável na realização de qualquer ação ou projeto. E o líder, de acordo com ela, tem papel fundamental nesse processo. Já existem no mundo empresas e instituições que premiam a tentativa, porque dela brotam coisas muito boas e transformadoras.
Maria apresentou a plataforma holomonics, que oferece ferramentas de como olhar e interpretar um determinado cenário ou evento. Ela possibilita, com isso, extrair resultados diferentes e mais adequados à realidade. Uma das linhas de leitura da teoria é de observar na natureza como ela resolve os seus problemas e dilemas. Esses fenômenos são estudados e contribuem para melhorias nas organizações, da administração, da dinâmica dos negócios e do envolvimento de cada um, que é instigado e incentivado a dar o seu melhor pelo conjunto.
De acordo com Maria, as divisões que as pessoas costumam criar são barreiras que impedem a compreensão ampla e correta do sistema como um todo. Uma rede nada mais é do que um grande sistema, por isso os bons valores cultivados e multiplicados são tão importantes, ressaltou. A conferencista também alertou para as dificuldades da mudança, do receio de sair da zona de conforto e dos medos e inseguranças comuns que o movimento gera. “Esse é um exercício que requer planejamento e cuidados, a fim de que as metas planejadas não sofram prejuízos”.
O diálogo é um elemento indispensável em todo o processo. “Não devemos apenas reagir à crise. Precisamos entendê-la e aprender com ela. Crise representa o esgotamento de um modelo, que é consequência de variáveis que exigem a mudança. Ela nada mais é do que uma oportunidade para fazer diferente e quem estiver atento a isso e disposto a mudar sairá na frente”, afirma Maria. O líder, continuou ela, precisa ser um grande exemplo de mudança e de elementos que promovam como resposta o diferente e valores humanos compartilhados em todo o mundo. São eles: paz, verdade, amor, não violência e retidão.
Conforme a exposição de Maria Moraes Robinson, a mudança só virá da transformação pessoal. Ela também apresentou um guia para a gestão do movimento, que é alicerçada na transparência, na escuta ativa, na confiança, na humildade, na flexibilidade, no propósito e na visão. O líder, no diálogo, precisa despir-se de tal condição e valorizar o modelo mental do outro. Assim, será possível então colher resultados que sejam bons a todo o universo submetido à mudança pretentida.
Fotos: Kiko Sierich e Suelen Bicicgo
