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Corpo - Família - Empresa, três organismos

terça, 10 de março de 2015

*Su Kardosh

Sou meu corpo. Ele é o limite entre eu e o meu mundo.

Prazer, desprazer ou dor são processados e registrados tanto em minha mente quanto em meu corpo.

“Nosso corpo tem sua própria memória e registra vivências que, às vezes, nossa mente consciente não capta”. Inteligente, capaz e comunicativo com uma linguagem própria. Eu conheço a fala, a linguagem do corpo, a minha?

Na vida temos que aprender a viver sozinhos e aprender a viver com os outros. Eu sei viver comigo? Como conviver bem com quem não conheço? Eu existo, eu desejo ser feliz! Eu sou a soma total das experiências de vida, registrada no meu corpo e conscientes pelo autoconhecimento.

O dilema, a polaridade desejo e medo: conhecer-me e medo de não conseguir. Tenho medo: do que realmente desejo que é mais do que apenas querer. Temos medo do sucesso, do prazer e da felicidade. E chegou a hora de ser feliz! Sem promessas ilusórias de felicidade futura apenas, mas felicidade construída a partir de hoje, no presente, como presente no sentido de dádiva. Trabalho com “para que” ajo assim e “como” mudar. Por que se autoconhecer? É a pergunta que as pessoas sempre fazem. Eu pergunto: PARA QUE se autoconhecer? A felicidade, o bem estar, o prazer, a saúde física e emocional, equilíbrio, harmonia, bom relacionamento consigo mesmo e com os outros é algo que não tem preço!

Como conseguir? Por que somente a leitura dos livros de autoajuda não basta?

Porque é preciso saber COMO fazer as mudanças e só se fazem com a experiência no próprio corpo, adquire através do próprio corpo, pelos cinco sentidos e também pelo cérebro, que é físico, que traz à consciência a percepção dos fatos que nossos sentidos captam. E tudo fica registrado como num fabuloso “computador”, o nosso corpo, desde o momento da concepção ate os cinco anos de idade, uma matriz e sofremos pelos bloqueios que nossa educação e formação imperfeitas, pelos pais humanos.

A alma de cada ser se renova com o carinho, respeito e liberdade de expressão, própria do desbloqueio, em rápido movimento.

É altamente revelador o autoconhecimento. Eleva a motivação de viver com qualidade enfatizando sempre o prazer no trabalho, na vida de relação e no interno de cada um.

Melhorar a qualidade da pessoa é melhorar a EMPRESA, começamos com comunicação treinando o se ouvir, se entender, estar aberto à conversa e também a escuta ativa.

Arthur da Távola, em 1979 no jornal O Globo publicou o artigo, O DIFÍCIL FACILITAR DO VERBO OUVIR, e diz que ouvir é raridade, ouvir é proeza, ouvir é sabedoria e dificuldade de ouvir é das pessoas muito inteligentes. Quanto mais inteligente mais dificuldade de ouvir ao outro. A produção interna/ mental de uma pessoa muito inteligente e muito a expressar. Eu digo: saber ouvir, saber falar e saber calar é a sabedoria na comunicação.

As pessoas não olham umas para as outras quando falam, por inibição. No as Olhar para o outro, se tornou uma forma de preconceito terrível.

Pense na possibilidade de não enxergar. Como é difícil! Então, é importante lembrar e valorizar esta aptidão, este brilho, esta luz interna que sai pelos olhos. E os olhos não mentem. Você pode estar com um sorriso, mas se está triste, seus olhos mostram.

Falar não é gritar. Li que quando as pessoas gritam é porque os corações estão Primeiro, tem que começar a ouvir a si própria. Importante que a pessoa se comunique bem com ela mesma e com o outro, senão e só ruído.

Pedir, oferecer, trocar, ganhar, receber trazem benefícios que cooperação, colaboração, que deve haver na “empresa” família, corporação, e/ou instituição empresarial. Temos o poder de olhar, falar, tocar, falar com uma linguagem clara, ouvir o outro, silenciar e saber calar para ter ritmo. Propiciar uma conversa, uma troca, e não só um monólogo ou discurso.

Você não precisa falar agora, mas que não haja demora, não deixe passar muito, acumula e depois explode ou adoecem, pois implodem. Conhecer se imprescindível na formação de líder real, eficaz, com alta performance. Coach tem o dever de levar o “nobre” pelo caminho mais rápido, curto, com segurança. Desenvolve as habilidades e os capacita para a função nobre de liderar. Vê e ouve com atenção sem sentimentalismo e paternalismo. Nas dificuldades e conflitos, ação imediata. Na gestão de pessoas conversa e interação com visão ampla, além de resultados e com missão de motivar, inspirar e envolver a equipe em um objetivo comum e enxergar individualmente cada um respeitando os limites. Com atitude para fazer, coloca todo SEU conhecimento em prática.

 

Su Kardosh – Tem 35 anos de experiência em psicologia clínica, com atuação em diagnóstico e conflitos corporativos. Sua formação é em psicoterapia Reichiana e Bioenergética com noções de biossíntese e psicoterapeuta de família com formação em Sistêmica e Vincular. Atualmente é reconhecida como uma das profissionais com alta capacidade de estimular pessoas para o caminho do autoconhecimento.

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