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Presidente da Faciap defende que Paraná amplie estudos sobre as estradas para favorecer a competitividade do estado

quinta, 24 de março de 2016

guido falando

 

Com a crise, a capacidade de investimento do Governo do Estado é praticamente inexistente. O Executivo, inclusive, tem falado do assunto sem rodeios. Não há dinheiro. E entre as áreas afetadas, estão as rodovias.

Os modelos de administração das estradas, vigentes hoje no Paraná, são um obstáculo para a competitividade, de acordo com Guido Bresolin Junior, presidente da Faciap, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná, entidade que representa 290 associações comerciais, englobando cerca de 50 mil empresas, cobrindo 75% do Estado. “Com a infraestrutura rodoviária que temos e sem perspectiva de grandes investimentos, a economia do Paraná tende a se enfraquecer”, afirma ele.

O último grande programa de obras estruturantes em rodovias foi realizado no Paraná há quase dez anos, exigência dos contratos de concessão. "Mas o modelo se mostrou ineficaz, com tarifas altas demais para o usuário”, diz Guido Bresolin. De lá para cá, os investimentos desaceleraram. Com estradas ruins, a circulação de bens e produtos para todos os setores econômicos ficou prejudicada. E o estado perdeu competitividade.

Já os trechos que continuaram sob responsabilidade do Estado, permaneceram deficitários. E pouco está sendo feito. “As obras são insuficientes, como a não realização de duplicações, por exemplo. Além disso, há muitos trechos com buracos e mal sinalizados”, diz Bresolin. “Não é possível mais esperar. Não se sabe quanto tempo ainda vai levar para que os governos se restabeleçam financeiramente e tenham caixa para investir em infraestrutura”, afirma o Presidente da Faciap. “Precisamos dar um passo nesta discussão”.

Para o presidente da Faciap, a busca de uma alternativa a curto prazo se faz iminente. “O que se vê é que o Estado não tem alternativas. Além disso, a sociedade civil organizada está dividida sobre o tema. As entidades precisam se unir mais uma vez, realizar estudos, buscar tecnologias que funcionaram em outros países. O Paraná não pode mais perder em competitividade”, afirma Guido Bresolin Junior.

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